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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desabafo de um blogueiro

Nunca gostei muito de pessoas que criticam os meios de comunicação. Aliás, nunca fui muito simpático a falso moralismo
A impressão que tenho é que os falsos moralistas ficam sentados, observando o que acontece no mundo e dando pitacos filosóficos para justificar o porquê disso ou daquilo.
O meu blog, algumas vezes vem sendo criticado, julgado e condenado por meia dúzia de ‘pessoas que tem inveja do sucesso que o mesmo vem fazendo.

A principal tese adotada por essas pessoas é que me aproveito das desgraças dos outros para fazer sucesso.
 É como se coisas ruins acontecessem apenas porque divulgo no meu blog.
 Pois é, tem gente que acha que as ocorrências acontecem só porque estão divulgadas no blog, sem enfeites, sem cortes e, muitas vezes, com imagens fortes.
Para essas pessoas tenho mais uma triste revelação a fazer: o Brasil é o sexto país mais violento do mundo e a Paraíba a segunda unidade federativa com maior registro de homicídios por grupos de cem mil habitantes.
Chocante, né?
O que eu,como profissional da imprensa, faço – e muito bem, por sinal – é mostrar que o ser humano está fazendo o percurso inverso, está voltando à barbárie e, por falta de seja lá o que for,  resolve seus assuntos, vícios, frustrações, diferenças, intolerâncias na bala, na peixeira, no facão, na pedrada e até no atropelamento.   
E eu não tenho nada a ver com isso. Pelo menos não mais do que cada cidadão que se choca, mas não cobra providências do poder público.
Eu publico, sim, e continuarei a fazer isso. A população precisa saber que o mundo não é rosa, que a violência está em cada esquina, que seus filhos correm perigo quando saem de casa, que a vida está com sua cotação em baixa e que o poder de resposta do Estado tem uma velocidade bem inferior à de atuação de marginais. 
Aqui vai uma sugestão para essa pessoas: discutam sobre o que pode ser feito para que as ocorrências policiais diminuam.
E não gastem tempo com argumentos éticos e técnicos para dizer que o que faço é feio e fere os olhinhos delicados de quem não quer enxergar o quão cruel e selvagem podemos ser.

obs:este texto foi uma adaptação de um artigo da jornalista Wanja Nóbriga subeditora do portal correio