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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Novas poesia de Ademir Ladislau


ABSTRAÇÕES
(Ademir Ladislau)

Como um anjo de Deus, fui ao inferno;
Resgatar daquele antro, um bom rapaz;
E ao chegar, mandei o pau em satanaz;
Prá deixar aquele abismo, mais moderno!

Nomeei prá governar, um subalterno;
E fui à praça, convocar nova eleição;
Mas prá votar, comuniquei ao cidacão;
Tem que ser inteligente e mais fraterno!

Baixei um decreto contundente, mas superno;
Para que todos fossem irmãos e companheiros;
Só não tive sucesso com ex-políticos brasileiros;
Por não se adaptarem ao regulamento interno!

Mas procurei ser um conducente bem paterno;
Sem dar esmolas, sem enganar, nem ser hostil;
Porque essas coisas são as marcas do Brasil;
E não servem para um meio que é galerno!

Agora o ambiente lá é benigno e sempiterno;
Sob uma gestão que se faz com transparência;
Sem o descaso, a corrupção e a intransigência;
Que fazem de um grande país... um lixo eterno!






AO FILHO PRÓDIGO

Volta, ainda é tempo branco no horizonte;
Tua aldeia sorri sobre a colina;
Cumpras nestes vales, a tua sina;
Seja teu mundo... este tranqüilo monte!

Seja teu mundo... esta encurvada ponte;
Que sobre o rio, trêmula, se inclina;
E este pedaço de céu que te ilumina;
Acalma a franca e pensativa fronte!

Aí fora, a vida em ondas tumultua;
Ouve teu rude coração... e recua;
Volta aos humildes... mas felizes tetos!

Porque as estrelas terão mais calmos brilhos;
Para velar o túmulo... dos teus filhos;
E a terra sorrirá... para teus netos!


O POVO VIVE HUMILHADO,
MESMO COM TANTA RIQUEZA!

Nosso Brasil, grandioso;
Berço de luz e esplendor;
Forjado com muito amor;
Num ambiente garboso;
Seu passado é fervoroso;
Mas hoje falta firmeza;
Seriedade e nobreza;
Na condução do Estado;
O povo vive humilhado;
Mesmo com tanta riqueza!

Os poderes da nação;
Transformaram o social;
Num vergonhoso feudal;
Onde o pobre, sem noção;
Não produz, mas tem na mão;
Um salário de “beleza”;
Que leva prá sua mesa;
Feijão, arroz, bofe assado;
O povo sofre humilhado;
Mesmo com tanta riqueza!

A qualidade do ensino;
Cambaleia e a saúde;
Não tem a menor virtude;
Num tratamento ferino;
Que só mesmo o Pai divino;
Pode acabar com a tristeza;
Dos que sofrem sem defesa;
Nesse atendimento malvado;
O povo vive humilhado;
Mesmo com tanta riqueza!

Até nosso combustível;
Farto no chão nacional;
Mantém um preço irreal;
Totalmente inconcebível;
Além de seu baixo nível;
Produto da safadeza;
Aponta a dura certeza;
De que tudo está errado;
O povo vive humilhado;
Mesmo com tanta riqueza!