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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mamanguape: Secretaria de Saúde Intensifica Combate a Dengue


A Secretaria de Saúde de Mamanguape realiza desde o ano de 2009 campanhas constantes de conscientização da população quanto aos riscos da dengue. Em entrevista recente concedida ao programa Rádio Repórter da rádio Correio do Vale FM, a Coordenadora da Vigilância em Saúde Berenice Falcão e o Coordenador de Vigilância Ambiental Pedro Coelho falaram dos casos de dengue no município, dos sintomas da doença e dos cuidados que devem ser tomados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
De acordo com os entrevistados, a falta de consciência por parte da população ainda é um dos principais agravantes para a proliferação da dengue. Eles alertam que apenas o larvicida utilizado pelos agentes de endemia na água não resolve o problema. O papel fundamental é do morador, que deve cuidar das vasilhas e dos reservatórios com água parada.
Ciclo de Vida
O mosquito tem um ciclo de vida em duas fases distintas: a fase aquática, que é a fase de larva e que ocorre logo após a postura dos ovos no depósito, e depois a fase adulta. O ciclo de vida do mosquito da dengue, do ovo até a fase adulta, leva cerca de 7 a 10 dias. Se a verificação e eliminação dos criadouros forem realizadas uma vez por semana, podemos interromper o ciclo e evitar o nascimento de novos mosquitos.
O ovo do Aedes aegypti é bem escuro e é menor que um grão de areia, por isso é muito difícil enxergá-lo. É depositado pela fêmea do mosquito nas paredes dos criadouros, próximo à superfície d´água.
Sintomas
Os sintomas da dengue clássica são febre alta, fraqueza e prostração, dor no corpo e nas juntas, dor de cabeça e dores no fundo dos olhos. Se houver dois destes sinais mais a presença de febre alta, pode ser sinal de dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença.
Áreas de Risco
Segundo Pedro Coelho, as áreas de maior risco na cidade são as periferias, onde há uma constante falta de água. As pessoas precisam muito do liquido precioso para os afazeres domésticos e tem a necessidade de acumular água, o problema é que o mosquito também necessita de água.
Casos Notificados
De acordo com Berenice Falcão, os dados dos casos de dengue no município são imprecisos por conta da automedicação. As pessoas, não entendendo os riscos da doença, se medicam por conta própria e não comunicam às unidades de saúde, o que pode camuflar os números da dengue no município, ocasionando uma subnotificação.
Em 2012 foram notificados 32 casos, dos quais apenas 04 foram confirmados. De janeiro até abril só há um caso confirmado e dois notificados. A notificação é essencial para que o município consiga recursos junto ao Ministério da Saúde para o combate à dengue.
Todo caso mesmo que não seja tem que notificar e fazer a sorologia para ter certeza. O material é colhido no PAM e enviado para o LACEN em João Pessoa para que seja feita a sorologia. O resultado sai entre 10 e 15 dias.
Medidas
Desde o ano de 2009 é feito um trabalho nas ruas através de caminhadas, nas escolas com palestras e em eventos com distribuição de folders e panfletos. No inicio do mês de maio agora haverá um treinamento para todos os profissionais das unidades de saúde para o manejo com a dengue. O treinamento vai acontecer no Centro Cultural Fênix e visa conscientizar os profissionais para que eles olhem de maneira diferente os casos que chegam às unidades de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde também está elaborando um projeto para as escolas do município. Chamado provisoriamente de agente mirim, tem como objetivo conscientizar as crianças e os adultos acerca dos perigos de água parada e da importância da prevenção contra a dengue.
Como prevenir
Veja algumas medidas para afastar o risco da dengue de casa:
* Pratos de vasos: Retirar ou virar ao contrário. Outra alternativa é colocar areia grossa ou furar.
* Vasos de plantas e flores com água: Retirar a água do vaso e colocar a planta em vaso com terra.
* Tampinhas, latas e embalagens: Recolher em saco plástico, fechar bem e colocar no lixo.
* Garrafas, baldes e vasos vazios: Cobrir e colocar em local protegido da chuva.
* Bebedouro de animais domésticos: Lavar com esponja e sabão pelo menos duas vezes por semana. Guardar se for viajar.
* Caixas d'água: Verificar a tampa e trocar se estiver quebrada.
* Ralos: Devem permanecer sempre desentupidas e sem pontos de acúmulo de água.
* Calhas: Desentupir e limpar para a água correr livremente.
* Piscinas: Clorar a água e manter coberta quando não estiver em uso.
* Entulhos de obras: Cobrir e colocar em local coberto ou colocar no lixo reciclável
Da Redação, com Diretoria de Comunicação