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sábado, 12 de outubro de 2013

Filhos de detentas passam o Dia das Crianças nas cadeias, onde são criados e educados



No Dias das Crianças, algumas delas já nascem com a liberdade comprometida pela condição estabelecida para as mães. Desde muito pequenos, filhos de detentas das unidades prisionais femininas de João Pessoa e Campina Grande precisam entrar nas regras estabelecidas pelos presídios paraibanos, de forma que sejam criados pelas mães, sem atrapalhar as penas que as genitoras devem cumprir.
Dados da Secretaria de Administração Penitenciária revelam que, atualmente, a Penitenciária Regional Feminina de Campina Grande tem 76 vagas, sendo 55 distribuídas entre as sete celas do pavilhão, seis vagas na cela da cozinha, duas no reconhecimento, quatro para medida disciplinar e seis no berçário para mães com bebês. De janeiro a setembro de 2013, a unidade já abrigou duas genitoras com suas crianças.
A maioria de todas as mulheres presas responde por tráfico de entorpecentes (26), roubo (16) entre simples e qualificado, e homicídio (9), entre simples e qualificado.
Agora, há apenas uma gestante com dois meses de gravidez. Uma das menores permaneceu na companhia da mãe até completar 1 e 2 meses, já que, atualmente, se encontra cumprindo pena em regime semiaberto. O outro menor, aos 15 dias de nascido, foi levado para prisão domiciliar juntamente com a genitora, por motivo de complicações de saúde.
Na Penitenciária de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão, na Capital, foram 12 crianças nascidas em 2013, mas, recentemente, três gestantes permanecem detidas na unidade, onde também há três bebês.
Ambiente especial, na cadeiaFoto: Ambiente especial, na cadeia
Créditos: Seap
Ambiente especial, na cadeiaFoto: Ambiente especial, na cadeia
Créditos: Seap
Para garantir uma situação confortável na criação desses pequenos e segurança na forma das mães conduzirem a educação, sem comprometerem as penas, os presídios femininos desenvolvem iniciativas educativas e culturais que contribuem para a construção de um convívio menos doloroso, que não remeta de maneira tão intensa à vida na cadeia.
Em João Pessoa e Campina Grande, as mães detentas e os filhos podem participar de exposições; apresentações do Coral da Luz; oficina de confecção de bonecas, realizadas por reeducandas; projeto de extensão todas as quartas-feiras, com abordagem de diversos temas; datas comemorativas, como Dia das Mães, da Mulher ou da Criança; manutenção da beleza e autoestima; esportes; palestras sobre saúde; festas juninas e até shows de músicas gospel.
Além disso, todos os últimos sábados do mês é realizada a ação Cidade Viva com vários especialistas médicos, como clínico geral, dentista, ginecologista, nutricionista, fisioterapeuta e educador físico.
Através dessas atividades e de espaços mais específicos, as gestantes conseguem ser devidamente acompanhadas durante a gravidez e ainda podem ter os filhos com mais segurança, mesmo diante da necessidade de pagar pelos crimes cometidos através das penas impostas pela condenação.
Apenadas desenvolvem atividadesFoto: Apenadas desenvolvem atividades
Créditos: Seap
Detentas cuidam das crianças na prisãoFoto: Detentas cuidam das crianças na prisão
Créditos: Seap