CLICK AQUI

sábado, 11 de janeiro de 2014

Cirurgia demora até dois meses no Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa

A espera por uma cirurgia no Complexo Hospitalar Mangabeira, conhecido por Ortotrauma, em João Pessoa, pode durar até 60 dias. Foi o que admitiu a diretora da instituição, Adriana Lobão. As explicações vão desde problemas de base na saúde do paciente, que impedem a realização do procedimento, até a falta de agendamento na central de regulação a partir do encaminhamento de cada município. Os problemas não param por aí. Cirurgias são adiadas por falta de materiais específicos, como pinças. Pacientes garantem que não é raro faltar curativo e medicamentos básicos, a exemplo de antibióticos, sem contar com a ausência de médicos durante as festas de final de ano. Em uma palavra, a situação foi resumida pela esposa de um paciente como caótica. A fila por cirurgias no Ortotrauma é de 1.143 pacientes.
“Tenho medo de me identificar, porque meu marido ainda está internado, mas sou acompanhante dele e vejo tudo que acontece na enfermaria HN10. Tem gente internada há 50 dias; outro fez uma cirurgia na perna e a peça soltou. Há superlotação e o hospital não dá conta. Falta assistência, medicamento, curativo e material cirúrgico, principalmente para operações no joelho. No Natal e Ano Novo não passou médico. Tem até enfermeira pintando a unha dentro do hospital. Infelizmente, dependemos do serviço público de saúde. É um verdadeiro caos”, relatou.
 Click aqui e Curta a fanpage do Notícias e informações Online no Facebook e receba as últimas notícias
O agricultor José Arinaldo Silva, 31, mora na cidade de Dona Inês, distante 160 km da Capital. Na quinta-feira passada, foi a segunda vez que ele enfrentou três horas de viagem num veículo cedido pela prefeitura da cidade para chegar até o hospital. Mais uma vez, não conseguiu marcar a cirurgia no braço quebrado em um acidente de moto, em novembro de 2013. “Fui em Guarabira e me deram um encaminhamento para fazer a cirurgia aqui, mas quando cheguei, ficaram me jogando de um lado para o outro e não marcaram. É uma falta de respeito. Não posso trabalhar enquanto não me recuperar. Só não desisto, porque não tenho condições de ficar assim”, lamentou.
J.Luiz com portalcorreio

 Trauminha lotado